Outros Universos

Eu ainda gosto de você.
Queria não gostar, mas não tenho controle sobre o que sinto.
E isso me mata todo santo dia. E me mata. E me mata.
Gostaria de te dizer que espero que em um outro Universo eu nunca tenha te encarado desse jeito, mas isso é mentira. Porque a mais pura verdade é que eu torço para que estejamos juntas nesse exato momento em várias realidades diferentes. Que exista um "nós" em vários outros lugares, já que aqui ele nunca chegou a existir.
Você me marcou de um jeito que eu não consigo descrever.
E por mais que você tenha partido o meu coração, eu ainda sou tola por acreditar que vai ser você quem vai juntar os pedaços novamente.
Minha nossa. Não deve existir pessoa mais estúpida do que eu.
Mas é que... Eu ainda sinto cada parte sua, mesmo depois de todo esse tempo. Ainda te enxergo ao meu lado quando penso no futuro. E ainda escuto sua risada sempre que vejo algo que tenho certeza que te faria rir.
E isso me machuca de todas as maneiras possíveis.
Hoje me pergunto se fui forte por te deixar ir. Ou se apenas fui fraca.
Mas o pior é que nada realmente mudou entre nós. Você continua me abraçando forte como se quisesse me manter sempre protegida. Eu ainda continuo compartilhando coisas fofas só pra você ver. E nós continuamos trocando mensagens durante a noite sobre os assuntos mais malucos possíveis, e eu amo especialmente a vez em que uma conversa sobre a prova do dia seguinte tornou-se uma sobre viajarmos juntas pelo mundo.
E eu imaginei por tanto tempo tudo que faríamos quando você dissesse "sim", que tudo pareceu surreal quando eu ouvi o "não". Foi como ver tudo que planejei se quebrando como um espelho aos meus pés.
E isso doeu. E ainda dói. Pra caramba.
E por Deus e por tudo o que o ser humano um dia chegou a acreditar, eu não quero desistir de você.
Porque você é como o Sol, cheia de calor e luz. Seu sorriso tem um poder sobrenatural que é capaz de me derrubar toda santa vez. E estar com você é a melhor parte do meu dia.
E essa é a maior certeza que eu tenho: por mais que doa, eu não quero imaginar como minha vida seria, seja nesse ou em qualquer outro Universo, se você não tivesse me encontrado no escuro.
Eu sei que talvez você nunca venha a ler isso, mas espero que saiba que você é minha melhor amiga. Sempre vou dividir meu fone de ouvido com você e sempre vou cantar junto qualquer música. Sempre vou rir das piadas que só nós duas entendemos. E vou sempre estar aqui caso precise.
Porque você aflora o melhor de mim, e sou grata por isso.
Enfim, até amanhã.
Guarde um lugar na classe pra mim.
E, falando com toda a certeza e com todo o meu coração, eu te amo, garota. Nesse e em todos os Universos que existem.

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TOP 5 | Meus Curtas Favoritos da Disney

Quem tá sumida há quase um mês? Exatamente, minha autoestima (ah, e eu também).
Tanta coisa aconteceu nas últimas semanas que eu nem sei por onde começar. Mas vamos lá. Tive meu coração partido pela primeira vez. Assisti novas séries. Revi meus filmes preferidos. Pensei bastante sobre o meu futuro. Escrevi muito. Virei noites surtando no Twitter. Chorei na escola. Chorei no ônibus. Chorei em casa. Cantei. Li. Dancei. E sonhei pra caramba.
Mas algo que não fiz (e me perdoem) foi passar um tempo e desabafar aqui no blog. Mas aqui estou eu. Pronta pra fazer todas as coisas acima com vocês.
Ontem, antes de dormir, eu estava tentando fazer uma lista de coisas que ainda não abordei por aqui, e confesso que a lista foi extensa. E por causa disso fiquei em dúvida no que postar (mais indecisa que eu não existe). Mas, como hoje não disponho de muito tempo livre, decidi escolher algo mais curto e fácil de escrever. Algo que vocês sabem que eu amo e que não me canso de falar: animações (aplausos).
Decidi escrever hoje sobre os curtas que sempre passam antes dos filmes da Disney. Sou apaixonada por curtas desde muito pequena, e eu realmente não sei por que nunca falei sobre eles aqui antes.
Escolhi os meus cinco preferidos entre os vários que amo, e espero que gostem.

05. Piper (2016)
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Eu assisti Procurando Dory junto com meus amigos, e por mais que a sessão estivesse lotada de crianças, foi a gente que morreu de amores vendo esse curta.

04. La Luna (2012)
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Eu amo esse curta do fundo do meu coração, e por diversos motivos. O traço é lindo. A história é linda. E, por algum motivo, eu sempre choro no final. Não cheguei a assistir Valente nos cinemas, mas eu adoraria ter visto, só pra ter conhecido esse curta mais cedo.

03. Paperman (2013)
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Não sei quando assisti O Avião de Papel, já que não vi Detona Ralph no cinema, mas tenho certeza que amei esse curta logo de cara. Porque ele consegue ser incrivelmente fofo e ao mesmo tempo simples.

02. Lava (2015)
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Eu lembro de ter assistido Divertida Mente no cinema, e eu amei esse curta logo de cara. Um monte de criança a minha volta dando a mínima atenção e eu olhando pra tela do cinema com meus olhos brilhando. Aliás, hoje eu sei a música de cor.

01. The Blue Umbrella (2013)
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Não assisti Universidade Monstros no cinema, mas esse curta eu sei que assisti na TV, e de uma forma totalmente inesperada. Eu acordo todos os dias às cinco por causa da escola, e sempre ligo na Disney Channel pra assistir desenho enquanto tomo café da manhã. E eis que um dia estava passando O Guarda-Chuva Azul, que veio a me encantar logo no primeiro instante. Não sei exatamente por que é meu preferido, só sei que meu coração bate forte de tanto amor que tenho por esse curta.

Então, gente, é isso. Espero que tenham gostado e que amem esses curtas tanto quanto eu. E faltou vários, vocês não têm ideia. Enfim, por hoje é só. Até breve. Prometo tentar não sumir de novo.

Abraços e curtas,
Emy Blue

PLAYLIST | Para uma Futura Crise Existencial

Amanhã é meu aniversário e já tô aceitando que vou ter uma baita crise existencial a partir da meia-noite. Eu não acredito que vou fazer dezesseis anos. Simplesmente não consigo acreditar. Minha vida inteira eu pensei que eu teria "alguma coisa" quando atingisse o auge da adolescência. Mas pelo visto tudo o que tenho é dor, sofrimento e angustia. Desculpa, não quero ser dramática. Só tô frustrada pra caramba.
Mas vamos combinar que eu mudei muito nesse último ano. E sou grata por isso. Eu era ninguém até os quatorze. Aos quinze eu finalmente me descobri e me transformei (e perdi a imagem anterior que eu tinha de mim). Então eu realmente espero que aos dezesseis algo ainda maior aconteça. Algo significativo e que mude de alguma forma a pessoa que sou hoje. É isso aí.
Pra eu conseguir passar o dia amanhã sem chorar o tempo inteiro (porque aliás eu tenho aula de física), decidi escolher dezesseis músicas que de alguma forma marcaram minha vidinha. Músicas que eu quero lembrar no futuro. Já prometi pra mim mesma que só terá músicas animadas. Se é pra passar a crise, que seja feliz.
Espero que gostem. E que dancem.

Girls Like Girls - Hayley Kiyoko

Keep on Walking - Gabrielle Aplin

Wild Things - Alessia Cara

Yellow Flicker Beat - Lorde

We Are Never Ever Getting Back Together - Taylor Swift

I Kissed a Girl - Katy Perry

Love You Like a Love Song - Selena Gomez

Cool for the Summer - Demi Lovato

Sweet Nothing - Gabrielle Aplin

Ours - Taylor Swift

Fuck You - Lily Allen


Mine - Taylor Swift (Versão Glee)

Ho Hey - The Lumineers

Miss You - Gabrielle Aplin

Let It Go - Demi Lovato

Castle - Halsey

Depois de eu ouvir tudo, tô até me sentindo melhor. Dancei pra caramba. Cantei alto. Ainda bem que a porta do meu quarto tem chave.
Enfim, espero que tenham gostado e que amem minhas escolhas. Perceberam que o blog mudou (e muito)? Então, adoraria saber o que acharam também.

Muita música,
Emy

A Bela e a Fera | CRÍTICA

O clássico filme A Bela e a Fera, de 1991, marcou uma grande fase para a Disney. Primeiramente, era lançado após um período não muito criativo nas décadas de 70 e 80. Sucessora de A Pequena Sereia (1989), os novos filmes do estúdio de animação prometiam restaurar aquela magia e essência de seus filmes antigos. Segundo, a Bela foi a sua primeira personagem feminina no grupo das princesas a não ser passiva, a lutar de verdade pelo o que queria e assim, abrir portas para inúmeras princesas mais fortes e independentes.
O novo A Bela e a Fera chegou aos cinemas ontem (05/03), e é carregado do brilho do seu filme original. Capaz de fazer qualquer pessoa que um dia já chegou a assistir ao clássico suspirar de tanta nostalgia. O remake, estrelado pela Emma Watson (Bela), Dan Stevens (Fera) e Luke Evans (Gaston) promete encantar e apaixonar qualquer um, seja ele um fã do filme original ou até mesmo uma criança conhecendo a história pela primeira vez.

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O filme é totalmente baseado na animação de 1991, num live-action quase idêntico ao clássico. Porém, é interessante ver as diferenças entre um filme e outro. Todos os elementos continuam no filme, como a rosa, as músicas que sabemos de cor, a biblioteca da Fera, mas ainda assim o novo A Bela e a Fera se mostra um filme muito mais maduro que o anterior. Ele mostra que, apesar de ser uma grande homenagem a animação, ele é autêntico, com seus próprios traços.
O primeiro fato importante do filme de 2017 é que ele se reconhece como um musical. As músicas são o coração do filme, aumentando o significado da história e aproximando ainda mais o espectador da tela do cinema. E, como muitos achavam, não é nada estranho as pessoas começarem a cantar e dançar de uma hora para a outra. Porque soa natural e verdadeiro. Com as canções do clássico, o longa ainda contém músicas originais e tocantes que prometem emocionar. Tal ação foi de grande coragem da produção, pois estavam cientes que é mais fácil que o público adentre nas músicas em uma animação do que em um filme do gênero.

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Emma Watson, como sempre, atuou formidavelmente. A Bela é uma personagem segura e que acredita em seus próprios ideais, como mostra ao tentar ensinar uma garotinha do seu vilarejo a ler, coisa que, para a época, era vista com maus olhos. Ela se mostra firme e não gosta de levar desaforo para casa, muito menos deixa qualquer um mandar no seu destino. Vista como "engraçada" pelos moradores da pequena vila em que vive, Bela é diferente por gostar de ler e não admitir que alguém diga quem ela deve ou não ser. É uma personagem totalmente firme e autônoma.
Já a Fera é um personagem simples e ao mesmo tempo complexo. Assim como na animação, mostra ser uma criatura gentil e bondosa, mesmo de início sendo autoritário e mal educado. Contando nessa versão sua história, é entendido o porquê de ser egoísta e não ter bons valores quando ainda era um príncipe. Dan Stevens aparece muito mais como Fera do que como o príncipe Adam, porém ainda assim ele nos proporciona um bom e importante personagem.
Já o Luke Evans foi um perfeito Gaston, se tornando incapaz de não comparar o atual ao do clássico. Foi como se o da animação estivesse ali, com toda a sua vaidade e maldade. Cantando e até dançando, Evans nos fez rir, mas também odiar seu personagem, assim como odiávamos o Gaston do clássico infantil.

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Com nomes como Ewan McGregor (Lumière), Ian McKellen (Cogsworth), Emma Thompson (Sra. Potts), Gugu Mbatha-Raw (Plumette) e Kevin Kline (Maurice) no elenco, o filme dá grande visibilidade ao LeFou, vivido pelo Josh Gad, que é o primeiro personagem da Disney a ser confirmado gay. Tal representatividade é de grande importância e significância. LeFou se mostra engraçado e incrivelmente interessante, acrescentando partes cômicas no filme.
Dirigido com segurança pelo Bill Condon, A Bela e a Fera é um filme simples. Com figurino e fotografia maravilhosos, a Disney criou uma atmosfera de total nostalgia. O filme em si não tem nada de grandioso, e essa é a beleza dele. Faz nosso coração bater mais forte e o choro é quase certo para quem amava o clássico. Sentimentos não são fáceis de mudar quando se trata de um filme tão bom quanto esse.
Carregado de amor, leveza e música, A Bela e a Fera promete te fazer sentir como se estivesse vivenciando novamente aquela mesma sensação de quando assistiu pela primeira vez à animação. E acredito que isso, por si só, já é um grande motivo para ir conferir a história nos cinemas.

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